Uma equipe de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUC-RS) liderada pelo neurocientista Iván Izquierdo
conseguiu demonstrar em ratos ser possível melhorar uma técnica de
psicoterapia conhecida como exposição ou sessão de extinção de memória,
na qual o paciente é confrontado com as situações que desencadeiam medo
excessivo para aprender a lidar com ele. Esse tipo de terapia
comportamental é usado geralmente no tratamento de pessoas com síndrome
do pânico ou estresse pós-traumático.
Na experiência, o grupo gaúcho conseguiu sobrepor com mais eficiência
memórias boas a memórias de medo, depois de submeter ratos a
treinamentos que simulam as sessões de extinção. Em outras palavras, o
estudo Behavioral Tagging of Extinction Learning, publicado na edição de janeiro da revista Proceedings of the National Academy of Sciences
(PNAS), mostra que a exposição a uma simples novidade (o caso, um
ambiente novo por poucos minutos) influencia a recordação da informação
de outro acontecimento.
Existem dois tipos de memória: a de longa duração e a de curta
duração. Esta última é retida pelo cérebro por um período de, no máximo,
três a seis horas, enquanto a primeira pode durar a vida toda. Sabe-se
que as memórias de longa duração necessitam de síntese de proteínas em
sinapses das células nervosas (neurônios) de uma estrutura cerebral
chamada hipocampo. São as proteínas as responsáveis pela fixação mental
de uma informação significativa.
O cérebro de uma pessoa submetida a situações extremas que põem sua
vida em risco ou lhe causam um grande trauma, como um assalto ou a morte
de uma pessoa querida, pode fixar essa lembrança tão profundamente que
se desvencilhar dela vira uma tarefa árdua. A mente desse indivíduo fica
condicionada a reviver o que sentiu no momento do trauma. E o estresse
pós-traumático pode desencadear crises de ansiedade e de síndrome do
pânico que tornam a vida diária normal quase impossível.
Em estudos realizados com ratos, os pesquisadores da PUC-RS demonstraram
que é possível melhorar a extinção expondo o animal a um ambiente novo 1
ou 2 h antes ou depois da primeira sessão de extinção. Nesse trabalho
postulam que, obviamente é possível testar esse efeito em pacientes; o
efeito da novidade em humanos é amplamente conhecido e todos sabemos que
não é prejudicial. Bastante utilizado, conhecido em outras situações
neuropsiquiátricas.
Na avaliação do professor da UFRJ, este achado poderá representar um ganho para os pacientes com estresse pós-traumático. “A demonstração de que a extinção pode ser modulada por outro aprendizado ocorrido pouco tempo antes constituiria uma forma de modulação simples deste processo, que poderia ser realizada sem custo em qualquer consultório”, acrescenta o professor. “Resta esperar, porém, para ver se o que foi encontrado em ratos vale também para humanos num contexto terapêutico”
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/02/10/ajuda-ao-tratamento-do-estresse-pos-traumatico/
Comentário: Esse estudo é muito importante, pois as pessoas que sofrem do estresse pós-traumático podem ser tratadas sem necessidade de recorrer a medicações.
Além de ser uma formal natural de tratamento, o paciente não sofrerá com efeitos colaterais.
Postado por: Luciana Cristina Silva Geraldo
Esse estudo é muito importante, pois as pessoas que sofrem do estresse pós-traumático podem ser tratadas sem necessidade de recorrer a medicações.
ResponderExcluirAlém de ser uma formal natural de tratamento, o paciente não sofrerá com efeitos colaterais.
Luciana Cristina